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Infância em tempo real

Cotidianamente sou questionada por pais de alunos e visitantes sobre a nossa concepção de infância. Mas, afinal por que a Educati não tem em seu currículo “mecatrônica”, “informática”, “ballet”, judô, piscina de bolinhas... E a mais comum das perguntas:

Por que não tem língua estrangeira?
Bem, costumo responder: Porque aqui temos língua materna!

E não estamos falando apenas (não apenas) da Língua Portuguesa com suas belíssimas poesias, contos, histórias, jogos verbais, trava-línguas... Mas estamos falando de colo, de comida feita na hora, de chazinho para dor de barriga, de canções de ninar...

Os primeiros anos de vida são constituintes (ou não!) e, portanto é preciso que a escola não interpele a criança pequenina a responder como jovens ou adultos que ainda não são. Infelizmente vemos propostas escolares equivocadas como se as infantilidades precisassem ser esquecidas.

À Escola Infantil (e não só a escola infantil) cabe oferecer espaço e oportunidade para que a infância não se torne um tempo de espera a ser usufruído um dia. Mas que às crianças seja permitido vivenciar com plenitude este momento de brincar, cantar, experimentar, brigar, simbolizar, expressar-se de todas as formas e maneiras.

Que a infância não desapareça como realidade física e psíquica.
Nada mais triste do que crianças adultizadas e adultos infantilizados.
Enfim é, desde esta reflexão, da observação das crianças e do acompanhamento dos ex-alunos (hoje já universitários) que nos vemos fortalecidas a lutar por esta escola que preserva a infância de forma rica, criativa, afetiva.

Uma escola em que a infância acontece em tempo real!

Maria Teresa Martinelli Stangorlini
Psicóloga e psicanalista-diretora da Educati-Educação Infantil