Dicas


 

"VAMOS FALAR SOBRE BIRRAS:"

 

Lidar com a birra das crianças é algo que certamente tira a serenidade dos pais. Este é um comportamento bastante observado a partir de 2 anos de idade. Acontece porque desejam fazer prevalecer suas vontades, mas deparam-se com os limites ou limitações da própria idade. Ao ser frustrada a criança perde o controle, se joga no chão, joga longe objetos, bate, chuta e chora copiosamente.

A atitude dos pais diante desta cena desconcertante pode melhorar ou piorar a situação.

O importante é que os pais saibam que este comportamento precisa ser controlado, de modo que as birras, não se tornem hábito levado à vida adulta. Sim, há adultos birrentos! Há pais que gritam, batem portas e jogam longe objetos.

Os pais devem procurar manter o controle. É preciso lembrar que este comportamento é normal apesar de muito desagradável.

Algumas crianças se acalmam quando os pais ignoram a birra, outras reagem melhor se acolhidas com um abraço ou no colo.

O importante é que os pais compreendam o que se passa e façam um resgate posterior à crise para conversar com firmeza e serenidade com a criança.

Fazer combinados também é uma boa dica, porém é preciso saber diferenciar o que é combinável do que é regra. Respeitar pais, familiares, professores e colaboradores é REGRA, assim como tomar vacinas por exemplo.

Rotinas de higiene, saúde e alimentação, assim como horários de dormir também são regras e jamais passíveis de negociações (combinados).

Do nosso ponto de vista para educar não é necessário bater. Bater não constrói uma criança autônoma. Ameaçar também é totalmente inadequado. Dizer que o homem do saco vai passar, por exemplo, é uma estratégia perigosa, pois ou a criança pode desenvolver pânico ou se descobrir que foi um blefe deixará de confiar nos pais o que é gravíssimo.

Suprimir algo que a criança goste é uma forma branda e adequada de mostrar que ela se excedeu, assim mesmo ainda sou muito mais favorável ao diálogo pós-crise de birra do que ao castigo.

Por último, os pais não devem esquecer de elogiar a criança. Não é um elogio gratuito por algo que faz parte das regras, mas um elogio sincero e bem colocado que promova crescimento e fortalecimento da autoestima.

As crianças não sabem que são amadas. É preciso dizer isto a elas. E a maior prova de amor é educar com limites.

Maria Teresa Martinelli Stangorlini
(psicóloga, psicanalista e diretora da Educati Educação Infantil)